quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Início da trajetória de Emilly Barreto, no mundo literário

Autora de cordéis de Nossa Senhora da Glória valoriza cultura nordestina e lança novos projetos literários


A escritora gloriese Emilly, conhecida por transformar vivências do sertão em versos, concedeu entrevista à Biblioteca Pública Municipal para falar sobre sua trajetória e próximos lançamentos. Apaixonada pela literatura de cordel desde a infância, quando leu o folheto “A História de Nossa Senhora da Glória”, de Jorge Henrique, Emilly começou escrevendo sobre a profissão dos pais, pescadores, e desde então segue produzindo obras que exaltam a cultura e a identidade nordestina.

Professora e declamadora, ela acredita que o cordel é fundamental para fortalecer o reconhecimento cultural dos jovens do sertão. “Cordel não é coisa de velho, é coisa de gente que gosta de boa literatura, independentemente da idade”, afirma. Para Emilly, ter suas obras na biblioteca e no blog é uma forma de garantir que seus versos sejam lidos e façam diferença na vida de alguém.

Entre os projetos futuros, destaca-se a continuidade da coleção “Cordel Infantil”, que adapta clássicos da literatura para o formato rimado e acessível, como já fez com “O Patinho Feio”, abordando temas como combate ao bullying. A autora também prepara uma coletânea de cordéis e recitais que unem poesia e artes cênicas.

Versos que nascem do sertão: conheça Emilly, autora de cordéis de Nossa Senhora da Glória

Quando leu, ainda criança, um cordel sobre a história de Nossa Senhora da Glória, Emilly não imaginava que aquele momento seria o início de um caminho literário. Filha de pescadores e apaixonada por sua terra, ela começou escrevendo sobre o dia a dia no sertão, transformando memórias e experiências em versos carregados de identidade.

Hoje, como professora e artista, Emilly leva o cordel para a sala de aula, promove rodas de leitura e incentiva jovens a se reconhecerem na própria cultura. “O cordel é uma porta-voz. É onde coloco minhas indignações, meus desabafos e minhas histórias para que sejam ouvidas”, diz.

Suas obras, que agora fazem parte do acervo da Biblioteca Pública Municipal e estão disponíveis também aqui no blog, são um convite para que mais pessoas leiam, recitem e se emocionem. “A literatura não é para ficar guardada, é para estar na mão e na boca do povo”, ressalta.

Para o futuro, Emilly planeja dar continuidade à coleção “Cordel Infantil”, que adapta clássicos para o público mirim, além de lançar uma coletânea de cordéis e promover recitais que unem poesia, teatro e música.



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